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sábado, 11 de setembro de 2010

Baú Itinerante em BH


Projeto leva livros a 10 bibliotecas comunitárias de BH Associação dos Amigos das Bibliotecas transporta mais de 2 mil livros para centros comunitários, incentivando o gosto pela leitura entre moradores

Nayara Menezes - Estado de Minas

Publicação: 11/09/2010 07:42 Atualização: 11/09/2010 08:03

Promover uma transformação social por meio da literatura é o objetivo do Projeto Vereda da Leitura, inaugurado na tarde de sexta-feira pela Associação dos Amigos das Bibliotecas (Sabic). Lançado no Centro Educativo Social Escolápio, no Bairro Maria Goretti, o projeto vai levar livros a 10 bibliotecas comunitárias de Belo Horizonte. De acordo com a diretora-executiva da Sabic, Viviane Pereira Pinto, a proposta é incentivar os moradores de bairros a frequentar mais esses espaços e desenvolver o prazer pela leitura.

O Vereda desenvolve três atividades. A primeira delas é a Caixa Mágica da Leitura, que disponibiliza baús itinerantes, com diversas obras literárias, para as bibliotecas participantes. No total são 2 mil livros em circulação. A seleção dos títulos, segundo a diretora da Sabic, prioriza clássicos e narrativas curtas. "Os livros são escolhidos levando em conta o perfil do espaço e do público local", acrescenta.

Nos Eventos Literários, que também integram o projeto, são feitos encontros com contadores de histórias e bate-papo com escritores. Há ainda os Encontros de Formação, que capacitam mediadores de leitura. "Vamos preparar as pessoas, como bibliotecários, que ficarão responsáveis pela interlocução entre as bibliotecas comunitárias
e os leitores", explica Viviane.

Moradores das comunidades contempladas pelo projeto estão satisfeitos com o recebimento de mais livros nas bibliotecas, como é o caso de Murilo Alves de Pinho Lacerda, de 13 anos, morador do Bairro Eymard, Região Nordeste de BH. Frequentador assíduo da biblioteca comunitária São José de Calazans, participante do projeto, ele ficou feliz em saber que poderá ter acesso a novas obras. “A cada 15 dias escolho um livro. Tomara que venham novos exemplares de aventura”, afirma o menino.

Os livros que integram o projeto foram doados pela sociedade, editoras e também por autores. A escritora Elizete Lisboa, parceira do projeto, por exemplo, doou 40 livros ao Veredas. Ela, que é deficiente visual, publicou seis livros voltados ao público infantil. Todos estão no formato de escrita dupla, ou seja, em textos normais e em braile, além de ilustrações também nas duas linguagens. "Sou apoiadora do projeto, pois acredito que só a educação e a leitura podem promover o desenvolvimento social do nosso país."

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